Uma operação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de skunk no Amazonas, com aproximadamente 1,3 tonelada da droga avaliada em R$ 27,6 milhões. A ação aconteceu na terça-feira (20), em um sítio localizado na comunidade do Aracari, na zona rural de Novo Airão, às margens do Rio Negro. Além disso, dois suspeitos estrangeiros conseguiram fugir para uma área de mata ao perceberem a aproximação dos policiais. A ocorrência foi divulgada nesta quarta-feira (21).
Segundo a Polícia Civil, as equipes investigavam uma possível rota do tráfico de drogas na calha do Rio Negro havia cerca de 22 dias. Durante as diligências, os agentes identificaram um sítio que, conforme as apurações, funcionaria como ponto de armazenamento de entorpecentes. A ação reuniu integrantes do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Secretaria-Executiva Adjunta de Inteligência (Seaint), da delegacia de Novo Airão e da Polícia Militar. Dessa forma, o trabalho conjunto permitiu localizar a carga escondida na propriedade.
Durante as buscas, os policiais encontraram os entorpecentes distribuídos em quatro pontos diferentes da propriedade rural. Segundo o delegado Rodrigo Torres, do Denarc, o trabalho de inteligência foi fundamental para identificar o local. Além disso, a retirada da carga exigiu aproximadamente 18 horas de operação, incluindo os procedimentos de transporte até Novo Airão e, posteriormente, para Manaus. Entretanto, os dois suspeitos que estavam na área conseguiram escapar durante a chegada das equipes.
Para a Polícia Civil, a retirada de mais de uma tonelada de skunk de circulação representa um prejuízo financeiro significativo para o tráfico de drogas. Afinal, os investigadores estimam que a carga apreendida tenha valor comercial de aproximadamente R$ 27,6 milhões. Além disso, a corporação avalia que a perda dos entorpecentes compromete recursos que poderiam financiar novas atividades criminosas. Entretanto, o valor representa uma estimativa policial e não significa que esse montante tenha sido efetivamente movimentado pelos investigados.
Por fim, a investigação sobre a apreensão de skunk no Amazonas continua para identificar os responsáveis pelo armazenamento e pelo transporte da droga. Os dois suspeitos que fugiram para a mata ainda são procurados pelas autoridades. Além disso, a Polícia Civil pretende reunir novos elementos sobre a origem do entorpecente e a estrutura utilizada pelos envolvidos. Conforme os avanços da investigação, os policiais poderão solicitar novas medidas cautelares à Justiça. Até a divulgação das informações, não havia confirmação da captura dos dois fugitivos.

