Thiago Lima dos Santos, conhecido como “TH”, foi identificado como a vítima assassinada a tiros na noite desta quinta-feira (24), na Estrada da Praia Dourada, bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, ele era apontado como conselheiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e considerado um dos criminosos mais perigosos em atuação na capital.
De acordo com investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), TH era envolvido diretamente com o tráfico de drogas e possuía extensa ficha criminal. Junto com sua ex-companheira, Dayane Seixas dos Santos, conhecida como “Pequena”, ele era apontado como um dos líderes do tráfico na zona Leste, principalmente no bairro Jorge Teixeira, região marcada por disputas entre facções rivais.
O delegado Paulo Martins afirmou, na época das investigações, que Thiago cometia crimes desde a adolescência e tinha ligação com pelo menos sete homicídios confirmados entre os anos de 2011 e 2023. As vítimas incluem André Xavier Oliveira, Aldevan da Silva Mota, Rudson dos Santos Alfaia, Leandro Viana Cardoso, Wangles Félix Cardoso, Marcos Monteiro de Lima e Adriano Soares de Oliveira. Todos os assassinatos estariam ligados a conflitos por domínio de pontos de venda de drogas.
Em 2021, TH e Dayane foram presos em flagrante com um arsenal: ao menos 10 armas de fogo, R$ 10 mil em dinheiro, e três veículos de luxo foram apreendidos em uma casa no bairro Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul da capital. A prisão foi resultado de uma operação que buscava desarticular o núcleo do Comando Vermelho no Jorge Teixeira.

“Chegamos à conclusão de que tanto Thiago quanto Dayane tinham papel de comando dentro da organização criminosa. Eles não apenas financiavam o tráfico, como também estavam ligados diretamente a homicídios na cidade”, afirmou à época o delegado Torquato Mozer, que comandou parte das investigações.
Dayane, a “Pequena”, também foi morta a tiros em 2023. Ela foi encontrada baleada no corredor de sua residência, no residencial Amazon Village, também no bairro Tarumã. Assim como TH, ela já possuía histórico criminal extenso.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil do Amazonas.

