O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), a adoção de novas medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre as solicitações, estavam a proibição de Bolsonaro deixar a capital federal sem autorização do STF, a restrição de sua aproximação de embaixadas e a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo arquivamento do pedido, decisão que foi acatada por Alexandre de Moraes.
A iniciativa ocorreu em meio ao avanço de um inquérito na Procuradoria-Geral da República (PGR) que resultou no pedido de indiciamento de Bolsonaro e mais de trinta pessoas por tentativa de golpe de Estado. O caso envolve suspeitas de uma conspiração para subverter a democracia e inclui alegações ainda mais graves: segundo as investigações, haveria uma trama para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Alexandre de Moraes e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O deputado Rogério Correa justificou a ação como uma medida preventiva, expressando preocupações sobre uma possível fuga de Bolsonaro. Ele destacou que o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, poderia estar facilitando uma eventual fuga do pai. Correa mencionou que Eduardo já havia demonstrado receio de perder o passaporte, o que, segundo ele, poderia indicar intenções suspeitas. Além disso, o deputado criticou as declarações de Eduardo sobre o Brasil, classificando-as como antipatrióticas e desrespeitosas em relação ao STF.