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Polícia

PM com ciúme ‘doentio’ ordenou ataqu3 a t1r0s contra músico Du Barranco e família em Manaus

Foi o ciúme. Um sentimento descrito pelo Ministério Público como “doentio e vingativo” teria levado dois policiais militares a atirarem contra uma família dentro de um carro, em agosto de 2025, no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus. No veículo estavam o músico Eduardo de Souza Oliveira, o Du Barranco, a esposa dele e a filha do casal, na época com apenas 4 anos. Quase sete meses depois, a Justiça concluiu a instrução do processo que pode levá-los ao banco dos réus do Tribunal do Júri.

A menina foi baleada no tórax e sobreviveu. O alvo preferencial, no entanto, era DuBarranco, ex-namorado da atual companheira dos acusados. Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas, Saimon Macambira Jezini, policial militar, não teria suportado o fato de sua companheira ter um passado com o músico. Foi esse ciúme, de acordo com a acusação, que o transformou no mentor intelectual do atentado a tiros executado na noite de 9 de agosto de 2025.

As investigações apontam que Saimon teria ordenado que outro PM, Jobison de Souza Vieira, perseguisse o veículo da família em uma motocicleta sem placa. Ao chegar a um semáforo na avenida Maneca Marques, o suposto executor teria sacado uma pistola calibre 45 e disparado diversas vezes contra o carro.

O músico foi atingido no braço e na mão. A esposa, que dirigia, levou estilhaços. A filha de 4 anos foi alvejada no tórax. Apesar da gravidade, a mulher conseguiu manter o controle do veículo e buscar socorro.

Na última semana, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus realizou a audiência de instrução da Ação Penal 0224446-34.2025.8.04.1000. Durante a sessão, presidida pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, foram ouvidos o músico, sua esposa e testemunhas de acusação. Também prestou depoimento, como informante da defesa, a atual companheira de Saimon, a mesma pessoa que, sem saber, teria sido o pivô da tragédia.

Os réus, ambos policiais militares e atualmente recolhidos no Núcleo de Prisão Especial (NPPM), também foram interrogados. Ao final da audiência, o juiz determinou a retirada do sigilo do processo e declarou encerrada a fase de instrução.

As defesas de Saimon e Jobison solicitaram a liberdade provisória dos acusados. Os pedidos ainda aguardam análise do magistrado.

Agora, o Ministério Público, os assistentes de acusação e os advogados de defesa têm prazo para apresentar suas alegações finais por escrito. Caberá ao juiz decidir, com base nos autos, se os dois PMs serão levados a julgamento popular pelo Tribunal do Júri.

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