O ex-governador do Amazonas Wilson Lima deixou um rombo milionário nas contas do Estado que será paga pela população do Estado e foi alvo de denúncias de vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta segunda-feira (15), no plenário do parlamento.
Para os parlamentares, a falta de gestão do ex-governador é o motivo do atual aperto financeiro enfrentado pela gestão estadual.
Os vereadores Coronel Rosses (PL) e Zé Ricardo (PT) acusaram o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) de ter deixado um “rombo milionário” no caixa.
A gestão de Wilson Lima geriu mais de R$ 170 bilhões em recursos públicos entre 2019 e abril de 2026. Além do valor astronômico, previsto pelas Leis Orçamentárias Anuais (LOA), a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) autorizou a contratação de 11 empréstimos entre 2023 e 2025, que somam mais de R$ 17 bilhões.
Diante do cenário fiscal e das recentes medidas de contenção de gastos adotadas pela atual administração, os parlamentares cobraram rigor nas fiscalizações dos órgãos de controle. O vereador Coronel Rosses criticou o estado das contas e o impacto das ações de austeridade nos serviços básicos.
“O Wilson saiu e deixou um rombo milionário. Já foi falado aqui anteriormente. Estão tentando reinventar, tirando dinheiro de outro lugar para tapar esse rombo. Todo mundo sabe: quando ele saiu, ele e sua quadrilha rasparam o tacho”, afirmou Rosses.
Por fim, Rosses foi enfático ao se referir ao ex-governador: “Wilson, eu te desmoralizei político, como govenador e como homem. Meu próximo compromisso contigo, vai ser te colocar na cadeia. Eu sempre fui tido na Polícia Militar como um policial das causas impossíveis. As causas mais difíceis – quando não tinha ninguém para fazer, quem fazia era eu. E a minha missão para 2027 vai ser a mais difícil de todas, que vai ser te colocar na cadeia”
O vereador José Ricardo cobrou uma auditoria nas finanças do Estado
“O Tribunal de Contas precisa fazer um pente-fino, porque tudo indica que o Wilson Lima deixou o Estado falido”, declarou.
O vereador também questionou a diferença entre a arrecadação recorde dos últimos anos e a atual incapacidade de manutenção dos serviços essenciais.
“Como é possível um governo que arrecadou mais, que teve os maiores orçamentos da história, e ainda assim apresenta esse desequilíbrio, com falta de pagamentos e crise na saúde?”, questionou Zé Ricardo.

