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Novo escândalo na saúde? Polícia investiga denúncia de falhas graves no Hospital Check Up

Após o caso Benício Xavier chocar Manaus no Hospital Santa Júlia, a Polícia Civil do Amazonas está investigando mais uma suspeita de falhas de atendimento, dessa vez no Hospital Check Up, em um suposto caso de negligência, inoperância e exposição a risco de morte envolvendo atendimento prestado por dois médicos identificados como a doutora Ana Clara Beltrão e o neuro cirurgião Henrique Oliveira Martins.

Assim como no Hospital Santa Júlia, o caso ocorreu durante atendimento de emergência, só que no último dia 4 de julho, data em que um empresário de Manaus, vítima de AVC, deu entrada na unidade particular. Ele estava dirigindo, lúcido e orientado no tempo e espaço, mas hoje está internado no Sírio Libanês, em São Paulo, após precisar da ajuda de familiares dentro da unidade do bairro Adrianópolis, para não vir a óbito.

Segundo os familiares, uma sequência de erros médicos e administrativos colocou a vida do paciente em risco. Neste momento, oitivas estão em andamento, incluindo depoimentos da família, dos funcionários do hospital e levantamento de imagens de câmeras que registraram os momentos em que o paciente deu entrada no Chekc Up e toda a linha do tempo do atendimento dado a ele.

SEM UTI

Nossa equipe de reportagem falou com a família nesta terça-feira (14), horas após o empresário ser transferido em uma UTI aérea para São Paulo. De acordo o relato e com a denúncia registrada em delegacia, desde a chegada uma série de erros causaram danos à saúde do paciente.

A começar por uma informação de que não havia leito de UTI no Check Up, após a própria médica Ana Clara Beltrão indicar que ele teria de ser transferido para o Hospital Santa Júlia, por falta de leito no Check Up.

Após a família intervir e conseguir o leito na unidade indicada, a própria médica Ana Clara Beltrão voltou atrás e disse que havia conseguido uma UTI.

Porém, ao chegar no leito onde o paciente estava aguardando a transferência, um familiar flagrou ele vomitando e se afogando na cama. “Estava sem acompanhamento da médica e nem da enfermeira, apenas uma técnica, de costas. Corri para levantar a cabeceira dele que não estava da forma correta e ele escapou da morte”, conta o familiar.

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