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Mãe denuncia precariedade da Hapvida no atendimento a autistas em Manaus

FOTO: Reprodução

A rede de saúde Hapvida está no centro de mais uma controvérsia após ser criticada por uma mãe de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Manaus. Heloisa Magalhães gravou um vídeo questionando a empresa sobre a realidade dos serviços prestados a esse público, especialmente na capital amazonense. A manifestação ocorreu após a publicação de um post da Hapvida sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em que a empresa tenta passar um boa imagem de seus serviços, que segundo a mulher, são precários para esse público.

“Tá tudo muito bonito, mas a pergunta que não quer calar: por que vocês limitaram os comentários? Essa realidade que vocês mostraram nesse lindo vídeo não existe em nenhum lugar do Brasil. Mas eu vou falar especialmente do lugar onde vivo. Gostaria de desafiá-los a abrir os comentários“, declarou Heloisa no vídeo publicado em suas redes sociais.

Falta de cumprimento de acordos e manifestações

Heloisa também denunciou que a Hapvida não cumpre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e que uma ação civil pública movida contra a empresa está parada, sem avanço aparente. Segundo ela, mesmo após ser multada pelo Procon, a empresa segue sem cumprir suas obrigações.

“Aqui em Manaus nós temos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmada com o Ministério Público do Amazonas que não serve de nada porque eles não cumprem. Nós temos também uma ação civil pública que também no momento não está servindo de nada porque está parada e nós não sabemos o porque. Eles também já foram multados pelo Procon e também não adiantou de nada porque um multa do Procon é um trocado para eles”, relatou.

No ano passado, mães de crianças autistas organizaram diversas manifestações em Manaus exigindo atendimento adequado para seus filhos. Em um dos protestos, realizado na unidade da Hapvida na zona Centro-Sul da cidade, algumas mulheres foram encaminhadas à delegacia após um funcionário do hospital chamar a polícia.

VEJA VÍDEO:

A situação relatada por Heloisa também envolve a falta de estrutura e de profissionais para atender à alta demanda de crianças autistas usuárias do plano. Segundo ela, embora a Hapvida afirme ter capacidade para prestar o serviço, as famílias enfrentam dificuldades constantes para conseguir as terapias necessárias.

“Se isso que eles mostrar fosse verdade, a gente não precisaria fazer manifestação no sol, ir para delegacia, fazer denúncia no Procon. E ainda assim, nada muda: as crianças continuam sem terapia, as clínicas estão extremamente lotadas e eles querem colocar duas, três crianças para fazer terapia no mesmo horário“, desabafou.

Outro problema relatado são os agendamentos “fantasmas”. De acordo com Heloisa, muitas sessões aparecem no aplicativo da Hapvida, mas ao chegarem à unidade de atendimento, os responsáveis descobrem que a profissional não está presente. Além disso, as sessões terapêuticas oferecidas são de curta duração e não seguem as diretrizes médicas prescritas para cada paciente.

 

Fonte: AM POST.

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