O resgate de uma onça-pintada em situação de risco no Rio Negro, realizado pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e por especialistas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), acabou virando palco de autopromoção para a deputada estadual Joana Darc (União Brasil).
Pré-candidata nas eleições de 2026 e cotada para assumir a recém-criada Secretaria de Proteção Animal, a parlamentar rapidamente se colocou como protagonista da operação, levantando críticas de ambientalistas e opositores que enxergam no gesto mais interesse político do que preocupação real com o animal.
O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (1º/10), quando ribeirinhos acionaram o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) ao flagrarem o felino tentando atravessar o rio, exausto e ferido. Os policiais improvisaram um dispositivo de flutuação até a chegada de reforço técnico.
Na sequência, a onça foi sedada e encaminhada a uma clínica veterinária, onde exames constataram ferimentos graves provocados por disparos de arma de fogo, além de dentes fraturados e projéteis alojados no corpo.
Apesar do protagonismo da PM e de pesquisadores da Ufam no salvamento, o episódio rapidamente ganhou outra narrativa nas redes sociais. A “Equipe Pet”, vinculada ao gabinete de Joana Darc, passou a divulgar imagens e notas apresentando a deputada como figura central do resgate, inclusive envolvida nas operações circurgicas para remover os chumbinhos do animal.
O tom foi interpretado como propaganda eleitoral disfarçada, num momento em que a parlamentar intensifica sua exposição midiática em ano pré-eleitoral. “É inaceitável que um episódio tão grave de violência contra a fauna seja usado como palanque político. O resgate foi fruto do trabalho da polícia ambiental e de profissionais qualificados, não de uma estratégia de marketing pessoal”, disse um usuário nas redes sociais. Outras pessoas também se manifestaram:


