O governador Wilson Lima parece ter adotado uma única política pública em seu segundo mandato: pedir dinheiro emprestado. E muito.
Como se não bastassem os 11 financiamentos já aprovados em apenas três anos, o chefe do Executivo estadual apareceu de novo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) nesta terça-feira (9) com mais um pedido milionário: US$ 60 milhões, cerca de R$ 326 milhões.
Com isso, Wilson Lima chega ao inacreditável 12º empréstimo só neste mandato, acumulando uma dívida que já ultrapassa R$ 17 BILHÕES — um rombo que quem vai pagar é o povo amazonense pelos próximos anos, talvez décadas.
O projeto chegou em regime de urgência, como sempre. A estratégia é velha conhecida: empurrar tudo de última hora para que os deputados aprovem correndo, sem debate e sem dar explicações à população. A votação deve acontecer nesta quarta (10), antes do tradicional recesso parlamentar, quando a ALE-AM costuma virar um mero cartório carimbador de tudo o que o governador manda.
Para tentar suavizar o impacto do novo rombo, Wilson Lima justificou que o dinheiro será usado para “ampliar o Progestão”, supostamente para melhorar processos administrativos, reduzir despesas e modernizar a gestão pública. O mesmo papo que acompanha cada empréstimo enviado à Assembleia.
Mas o que a população vê, na prática, é justamente o contrário: hospitais sem especialistas, Hemoam abandonado, estruturas sucateadas, estradas esburacadas, segurança pública afundada, e escolas que mal têm ventilador funcionando. Se a tal “modernização” estivesse realmente acontecendo, o povo não estaria no caos que enfrenta hoje.

