O presidente Donald Trump elevou o tom das discussões geopolíticas nesta quarta-feira (13) ao publicar, em sua rede social Truth Social, a imagem de um mapa da Venezuela preenchido com o desenho da bandeira dos Estados Unidos. A postagem ocorre apenas um dia após o republicano afirmar que está “considerando seriamente” a incorporação do país sul-americano como o 51º estado americano.
A publicação não veio acompanhada de textos, mas funciona como uma confirmação visual das declarações feitas na véspera. Na terça-feira, um jornalista da Fox News revelou que, durante uma conversa telefônica, Trump detalhou seus planos para o país vizinho, citando motivações econômicas e estratégicas.
Segundo o relato, o principal interesse de Trump reside nas vastas riquezas minerais da Venezuela. O país detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e o presidente estimou o valor das reservas em US$ 40 trilhões. Trump garantiu ter apoio interno para a medida, afirmando categoricamente que “a Venezuela ama Trump”.
A proposta de incorporação foi imediatamente rechaçada pelas autoridades em Caracas, que classificam a ideia como uma afronta à soberania nacional.
A relação entre Washington e Caracas entrou em uma nova fase desde janeiro, após a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro. Desde então, Trump mantém contato direto com figuras da cúpula chavista que permanecem no poder, com destaque para a presidente interina, Delcy Rodríguez.
Embora a declaração tenha o estilo provocativo característico do presidente, especialistas em direito internacional apontam que a anexação de um território soberano enfrentaria barreiras jurídicas e diplomáticas sem precedentes. No entanto, a publicação do mapa indica que o governo americano pode estar preparando uma ofensiva mais agressiva para consolidar sua influência sobre as reservas petrolíferas venezuelanas.

