A situação da saúde pública no Amazonas continua crítica e desumana. Um exemplo alarmante é o caso de um paciente internado no Hospital João Lúcio, em Manaus, que aguarda há 22 dias por uma cirurgia para a retirada de um tumor de 7 cm na cabeça. Durante esse período de espera, o quadro do paciente só se agrava, com uma infecção que piora a cada dia.
A causa do atraso? Um microscópio essencial para o procedimento está com defeito, e, apesar disso, o governo do estado e a gestão do hospital permanecem em silêncio. Não há prazo para a resolução do problema, e as famílias dos pacientes são simplesmente orientadas a “aguardar”.
Esse descaso é inaceitável e reflete o colapso da saúde pública no estado. Enquanto vidas estão em risco, a falta de planejamento, manutenção de equipamentos e gestão eficaz compromete não apenas a recuperação, mas também a dignidade dos pacientes. É hora de cobrar respostas claras e ações imediatas para que situações como essa não continuem se repetindo. A vida das pessoas deve ser prioridade, não uma questão burocrática.

