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Polícia

Caso do borracheiro: PC revela detalhes do homicídio durante o Natal

Após a prisão temporária de Diogo Marcel Dill, conhecido como “Gaúcho”, de 34 anos, pela morte do borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 36 anos, a polícia deu mais detalhes sobre o crime praticado no dia 25 de dezembro deste ano, na avenida Camapuã, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

Segundo a polícia, o crime teria sido praticado após discussão por alto volume de música, mas que “Gaúcho” chegou a filmar uma briga entre Sidney com o irmão dele e isso provocou uma insatisfação na vítima.

O delegado adjunto Fernando Damasceno, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), confirmou a versão de som alto e perturbação do sossego.

“Esse crime chamou a atenção pela motivação banal e fútil. Após uma suposta discussão envolvendo som alto e perturbação do sossego entre o autor e a vítima, esta acabou sendo morta a golpes de faca”, declarou o delegado.

Conforme o delegado Adanor Porto, adjunto da DEHS, no dia do crime, Sidney e o irmão dele ouviam música em alto volume em uma caixa de som, o que teria incomodado Diogo. No dia anterior, ele já havia ido até a residência da vítima para solicitar que o som fosse desligado, em razão do volume elevado.

“Na manhã de Natal, houve uma briga entre os irmãos e o suspeito chegou a filmar o fato quando estava na frente do seu estabelecimento. As investigações apontam que a vítima teria ficado insatisfeita pela filmagem e foi até o local tirar satisfações com o autor, momento em que se iniciou a discussão que levou à morte da vítima”, informou.

Ainda de acordo com o delegado, o autor desferiu golpes de faca contra o vizinho, que chegou a ser levado até uma unidade hospitalar, localizada na zona leste, onde foi a óbito. Após o crime, ele fugiu do local e a sua imagem chegou a ser divulgada como procurado, após a expedição de mandado de prisão pela Justiça.

“Diogo foi preso após se apresentar na sede da DEHS, acompanhado de um advogado, no domingo. Em interrogatório, ele disse que agiu em legítima defesa, no entanto, essa versão ainda não foi confirmada, e seguiremos investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias”, disse o delegado.

Diogo Marcel Dill responderá por homicídio qualificado e ficará à disposição do Poder Judiciário.

 

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