Um crime brutal abalou a cidade de Marília (SP) nesta semana de Natal. Vanessa Anízia da Silva de Carvalho, de 43 anos, técnica em enfermagem e bombeira civil, desaparecida desde a noite de terça-feira (23/12), foi encontrada morta nesta quinta-feira (25), em um matagal às margens da vicinal que liga Marília a Vera Cruz.
O companheiro dela, Alan Rodrigo Santana Corrêa, se apresentou à Polícia Civil na tarde de Natal, confessou o crime e indicou o local onde havia abandonado o corpo. Ele foi preso em flagrante por feminicídio. De acordo com informações preliminares da polícia, Vanessa foi assassinada com diversas facadas, e seu corpo foi encontrado completamente nu, sem nenhuma peça de roupa no local.
O caso ganhou grande repercussão na região, especialmente por ocorrer em pleno período natalino, transformando o que deveria ser uma data de celebração em luto para a família. Vanessa deixa duas filhas e era conhecida por sua dedicação à área da saúde.
Segundo relatos de familiares, o casal estava junto há cerca de seis anos, mas o relacionamento era marcado por brigas constantes. Na noite do desaparecimento, Alan agrediu violentamente Vanessa na frente da filha de 12 anos. Em seguida, arrastou a vítima, quase desacordada, para o carro, alegando que a levaria ao hospital. Horas depois, ele entrou em contato com parentes admitindo que havia “feito uma besteira”.
A mãe de Vanessa, Iris Silva, fez apelos emocionados nas redes sociais durante a véspera e o dia de Natal, pedindo que o suspeito revelasse o paradeiro da filha para que pudesse ser sepultada com dignidade.
A confirmação da identidade do corpo ainda aguardava reconhecimento formal de familiares e laudo pericial na tarde desta quinta-feira, mas as circunstâncias apontadas pelo próprio suspeito não deixam dúvidas às autoridades.
A família decidiu que não haverá velório tradicional. As despedidas serão realizadas diretamente no Cemitério da Saudade, em Marília. A Polícia Civil de Marília continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a causa exata da morte, que será confirmada pelo exame necroscópico. Casos como esse reforçam a importância de denunciar agressões domésticas precocemente.
Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procure a delegacia mais próxima.

