Uma cena dramática mobilizou as forças de segurança por mais de duas horas na manhã deste sábado (6), no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, na Zona Leste de Manaus. Um casal, em evidente sofrimento psíquico, ameaçou se jogar da marquise do terceiro andar da unidade.
O alerta inicial, feito por volta das 5h, indicava um possível sequestro, mas a realidade encontrada pela polícia foi diferente. Ao chegar ao local, as equipes da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) constataram que se tratava de uma situação de refém.
A mulher é paciente do hospital e o havia o perseguido a fazendo de refém. O capitão Faustino, que coordenou a operação, descreveu que ambos estavam “visivelmente e mentalmente perturbados”.
Durante a negociação, que se prolongou por mais de 150 minutos, os agentes descobriram que o homem portava uma faca de pão. O casal apresentava um discurso delirante, alegando que familiares teriam contratado uma organização criminosa para matá-los. Essa suposta perseguição foi apontada por eles como o motivo para a tentativa de suicídio.
A estratégia policial focou no diálogo contínuo. Após intensa conversa, o homem entregou voluntariamente a arma branca. A intervenção foi bem-sucedida.

