Preta Gil, que morreu em julho deste ano após complicações de um câncer no intestino, havia expressado aos amigos o desejo de ter parte de suas cinzas transformada em diamantes. O pedido foi cumprido recentemente, como mostrou o Fantástico nesse domingo (23).
A cantora tinha interesse pelo processo desde que descobriu a possibilidade de produzir pedras preciosas em laboratório. Após sua morte, parte das cinzas seguiu para um laboratório em São Paulo, onde começou a conversão do carbono em pedra preciosa por meio de tecnologia que reproduz, em alta velocidade, o que a natureza leva milhões de anos para fazer. Para isolar o carbono, a amostra passa por sucessivas queimas que eliminam enxofre, potássio e outros compostos orgânicos.
O químico Dennys Alves explicou que o carbono, inicialmente em pó, é transformado em grafite e compactado em uma pastilha. Ela é colocada em uma cápsula especial, capaz de atingir temperaturas entre 2.000 e 3.000 graus. Depois, segue para uma prensa que simula condições extremas de pressão — comparáveis a “todo o peso do Monte Everest na cabeça de uma agulha”. Em aproximadamente 60 horas, os átomos de carbono se reorganizam e formam o diamante bruto.

