Manaus amanheceu nesta terça-feira (28), sob forte calor, mas em estado de atenção. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para a capital amazonense e diversas cidades do interior, devido à previsão de chuvas intensas, rajadas de vento de até 100 km/h e risco de alagamentos. A mudança no tempo deve ocorrer entre o fim da manhã e o meio da tarde, com formação de nuvens carregadas e aumento das trovoadas. As temperaturas variam de 24°C a 33°C, e há risco de queda de árvores, cortes de energia e acúmulo de água nas ruas.
A Defesa Civil reforçou orientações à população: evitar abrigo sob árvores durante as tempestades e não estacionar veículos próximos a placas metálicas ou torres. Em casos de emergência, os contatos são 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).
Enquanto o Amazonas se prepara para a instabilidade, o furacão Melissa, de categoria 5, avança pelo Caribe com ventos superiores a 280 km/h, deixando rastro de destruição. O fenômeno já provocou mortes na Jamaica, Haiti e República Dominicana e é considerado um dos mais intensos dos últimos anos.
De acordo com meteorologistas da Climatempo, embora o Brasil não esteja na rota direta do furacão, os efeitos de Melissa podem ser sentidos no Norte do país, especialmente no Amazonas, por meio de alterações nas correntes de ar e no regime de chuvas.
O aquecimento anômalo do Atlântico tropical e a influência do fenômeno La Niña estão potencializando a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), faixa de instabilidade que regula as chuvas na Amazônia. Essa combinação deve resultar em precipitações mais intensas, ventos fortes e risco de ressacas nos próximos dias.
Os especialistas alertam que o cenário meteorológico atual é de forte interligação entre o Caribe e o norte da América do Sul. “Mesmo longe da rota do furacão, o Brasil sente os reflexos das mesmas condições oceânicas e atmosféricas que deram origem a Melissa”, explicam.
Com o alerta laranja em vigor e o aumento das instabilidades climáticas, o Amazonas deve permanecer em vigilância nas próximas 48 horas.

