Alessandro Silva Coelho, de 26 anos, e Suane Rodrigues Pinheiro, de 30, morreram na madrugada da última quinta-feira (31), em Manaus, sob circunstâncias ainda não esclarecidas. Os dois passaram mal enquanto estavam em um bar na avenida Leopoldo Péres, bairro Educandos, na zona sul da capital amazonense.
De acordo com informações iniciais, o casal foi socorrido e encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Zona Sul, mas ambos morreram pouco depois de dar entrada na unidade. Testemunhas relataram que os dois vinham consumindo bebidas alcoólicas com frequência nos últimos dias. Há suspeitas também de uso de entorpecentes, segundo relatos de familiares.
A tragédia acontece menos de duas semanas após Suane perder o filho, Saymon Henrique, de 13 anos. O adolescente morreu afogado no dia 18 de julho, após levar um choque elétrico e cair nas águas da Manaus Moderna, no Centro da cidade, quando tentava nadar com amigos.

Familiares de Suane afirmam que ela foi agredida por Alessandro ainda no bar e que teria desmaiado após o ataque. Já os parentes de Alessandro negam qualquer violência e atribuem a morte do casal ao consumo excessivo de álcool e drogas.
No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Suane morreu por asfixia mecânica provocada por esganadura, o que reforça a possibilidade de feminicídio. Já a causa da morte de Alessandro permanece “indeterminada”.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está à frente das investigações para entender se houve agressão fatal, envolvimento de terceiros ou outro fator que tenha contribuído para as mortes.
O caso segue gerando comoção, especialmente pelo histórico recente da família, marcada por uma sequência de tragédias em menos de um mês.

