A Polícia Civil do Amazonas abriu investigação para apurar a conduta de um sargento da Polícia Militar flagrado por câmeras de segurança enquanto destruía uma loja de conveniência e agredia verbalmente um funcionário, xingado de “viadinho”. O caso ocorreu no bairro Dom Pedro 1, Zona Centro-Oeste de Manaus, em 6 de dezembro de 2025, mas só foi formalizado em fevereiro deste ano.
O militar, identificado como Hevertoh Ribeiro de Brito, aparece nas imagens arremessando produtos, danificando equipamentos e atirando uma garrafa de vinho na direção do atendente. Testemunhas relataram que ele apresentava claros sinais de embriaguez no momento dos fatos.
Segundo o relato de uma funcionária que registrou os prejuízos, o sargento consumia bebida alcoólica na parte externa de um posto de combustíveis antes de entrar no estabelecimento. Ele teria se aproximado do funcionário identificado como Augusto e passado a ofendê-lo com xingamentos de cunho homofóbico, chamando-o de “viadinho”.
Outra funcionária, Roberta, tentou conter o militar, sem sucesso. A fúria do agente continuou mesmo diante da intervenção. Em determinado momento, ele foi até a área da adega, pegou uma garrafa de vinho e a lançou contra Augusto. O objeto atingiu o vidro de um refrigerador de bebidas, causando estragos adicionais.
Após a sequência de atos violentos, Hevertoh saiu da loja acompanhado por outras pessoas. Uma segunda gravação, feita por testemunhas, mostra o suspeito deixando a área em uma caminhonete Chevrolet S10 preta.
Apesar de o ataque ter acontecido em dezembro, o boletim de ocorrência só foi registrado pela vítima em 13 de fevereiro de 2026, no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O documento aponta os crimes de dano (artigo 163 do Código Penal), vias de fato (artigo 21 da Lei das Contravenções Penais) e importunação sexual (artigo 215-A do Código Penal).
Histórico
Não é a primeira vez que o nome de Hevertoh Ribeiro de Brito aparece associado a episódios de confronto. Em março de 2020, quando ainda ocupava a patente de sargento, ele foi baleado após uma briga por vaga de estacionamento no bairro Nova Esperança, também na Zona Oeste da capital.
Socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, o policial chegou a correr o risco de perder os movimentos das pernas, segundo relato da esposa na ocasião. O autor dos tiros se apresentou espontaneamente no 19º DIP naquela mesma noite.
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