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Boate pega fogo e deixa 27 pessoas mortas na Tailândia

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma boate em Bangcoc, capital da Tailândia, na madrugada desta segunda-feira (13), no horário local, deixando ao menos 27 mortos e dezenas de feridos.

Segundo as autoridades tailandesas, as chamas começaram por volta das 23h57 de domingo (12), em um estabelecimento localizado no distrito de Chatuchak, um dos mais movimentados da capital.

As investigações preliminares indicam que o fogo teve início após uma possível falha elétrica nas proximidades do palco da boate.

De acordo com os primeiros levantamentos, uma explosão ocorreu logo em seguida, provocando um incêndio que se espalhou rapidamente pelo teto e pelo interior do imóvel, dificultando a evacuação dos frequentadores.

Segundo o primeiro-ministro da Tailândia, a maioria das vítimas morreu por inalação de fumaça.

As autoridades informaram que muitas pessoas correram para os fundos da boate, especialmente em direção aos banheiros, onde não havia uma saída de emergência acessível. A polícia também investiga se rotas de fuga estavam bloqueadas por mesas, caixas e outros objetos.

Equipes do Corpo de Bombeiros conseguiram controlar o incêndio cerca de 30 minutos após o início das chamas.

Após o combate ao fogo, socorristas encontraram diversas vítimas dentro do estabelecimento e encaminharam dezenas de feridos para hospitais da região. Parte deles permanece em estado crítico.

A polícia e os órgãos de segurança da Tailândia investigam as causas da tragédia e apuram se o estabelecimento cumpria as exigências legais de prevenção e combate a incêndios.

Entre os pontos analisados estão as instalações elétricas, os materiais utilizados na estrutura da boate e as condições das saídas de emergência. Caso sejam constatadas irregularidades, os responsáveis poderão responder por negligência.

O incêndio é um dos mais graves registrados em casas noturnas na Tailândia desde a tragédia da boate Santika, em 2009, que deixou dezenas de mortos e levou o país a reforçar as discussões sobre segurança em estabelecimentos de entretenimento. O novo caso reacende o debate sobre fiscalização, prevenção de incêndios e cumprimento das normas de segurança em locais de grande concentração de público.

 

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