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Denúncia expõe suposta ligação entre servidor e licitação milionária em Rio Preto da Eva

Uma denúncia encaminhada ao Portal Amazônia Press aponta possíveis irregularidades na homologação de uma licitação realizada pela Prefeitura de Rio Preto da Eva para a construção de 20 unidades habitacionais no município.

De acordo com documentos obtidos pela reportagem por meio do Portal da Transparência, a prefeita Maria do Socorro Nogueira Fontinele homologou, no dia 26 de junho de 2026, o resultado da Concorrência Pública nº 015/2026, declarando vencedora a empresa J V C Empreendimentos Ltda., inscrita no CNPJ nº 37.928.236/0001-00, com sede na Rodovia AM-010, km 81, em Rio Preto da Eva.

Segundo a denúncia, a empresa pertence ao servidor público municipal João Batista Cunha de Brito e ao seu filho, João Vinicius Castro de Brito, que figura como sócio da empresa. Ainda conforme os documentos encaminhados à redação, João Batista ocupa o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais na Prefeitura de Rio Preto da Eva, estando lotado no gabinete da prefeita.

Os denunciantes sustentam que a participação de um servidor municipal como proprietário ou sócio de uma empresa contratada pela própria administração pública pode configurar situação incompatível com a legislação vigente, caso os fatos sejam confirmados.

A Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos) estabelece, em seu artigo 14, restrições à participação em licitações de pessoas físicas e jurídicas quando houver situações que possam comprometer a imparcialidade do certame ou gerar conflito de interesses. A norma também prevê impedimentos à contratação em determinadas hipóteses envolvendo agentes públicos vinculados ao órgão contratante.

O processo homologado prevê a contratação da empresa para a construção de 20 unidades habitacionais no Ramal São Benedito, localizado no bairro São Benedito. O contrato foi dividido em dois lotes e possui valor global de R$ 6.499.771,04 (seis milhões, quatrocentos e noventa e nove mil, setecentos e setenta e um reais e quatro centavos).

De acordo com os denunciantes, a vinculação entre o servidor e a empresa contratada foi identificada por meio da análise de documentos disponíveis no Portal da Transparência e de registros públicos.

Diante dos fatos relatados, caberá ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) analisar a denúncia e verificar se houve eventual descumprimento da Lei nº 14.133/2021 ou de outras normas aplicáveis.

O Portal Sigo Amazonas manteve o contato com a assessoria e não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Rio Preto da Eva, da prefeita Maria do Socorro Nogueira Fontinele, e de João Batista Cunha de Brito, da empresa J V C Empreendimentos Ltda. Caso os citados apresentem esclarecimentos, esta reportagem será atualizada.

 

Fonte: Amazônia Press

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