O transporte público da capital amazonense corre o risco de parar totalmente na próxima semana. Em decisão unânime, os trabalhadores do setor aprovaram a deflagração de uma greve geral em Manaus. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, que projeta o início do movimento a partir do quinto dia útil do mês com grande probabilidade de as frotas pararem entre a próxima terça (7) e quarta-feira (8).
A principal linha de frente do movimento é o combate aos frequentes atrasos salariais promovidos pelas empresas concessionárias que operam o sistema na cidade.
“A categoria chegou ao limite. A greve foi aprovada após sucessivas tentativas de negociação e é considerada o último recurso para garantir o pagamento dos salários dentro do prazo legal”, afirmou o presidente do sindicato, Givâncio Oliveira.
Além da regularização dos pagamentos, a pauta de reivindicações dos rodoviários exige cobrança imediata de uma multa de 15% sobre os salários que foram pagos fora do prazo, críticas contundentes à lentidão da Justiça do Trabalho, referente a um processo que tramita há quase dois anos na 13ª Vara do Trabalho.
O sindicato denuncia que as empresas continuam descumprindo as obrigações trabalhistas, mesmo recebendo repasses e subsídios milionários dos cofres dos governos estadual e municipal.
Sabendo do impacto severo que a paralisação causará na rotina de milhares de passageiros que dependem dos ônibus diariamente, a direção do sindicato se pronunciou pedindo a compreensão de toda a sociedade pelos transtornos iminentes.
Até o momento, não há indicativos de um novo acordo entre os trabalhadores e as empresas do setor. Caso o impasse persista nos próximos dias, Manaus enfrentará uma interrupção em massa do transporte público já no início da semana.

