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Política

Maria do Carmo usa crise na Venezuela para criticar ‘velha política’ no Amazonas e faz alerta sobre práticas autoritárias

Em meio às notícias internacionais sobre a ofensiva dos Estados Unidos contra o narcotráfico na Venezuela, que reacenderam o debate sobre o regime de Nicolás Maduro, a professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata ao Governo do Amazonas, fez duras críticas ao que classificou como práticas autoritárias tanto no país vizinho quanto na política local.

Segundo Maria do Carmo, a situação venezuelana é o retrato de um poder que se mantém à força e se distancia completamente do povo. Para ela, durante anos houve uma tentativa de relativizar o autoritarismo no país, enquanto milhões de pessoas eram obrigadas a deixar suas casas em busca de sobrevivência. “Chamaram de exagero, de narrativa ideológica. Enquanto isso, famílias inteiras atravessavam fronteiras com filhos no colo, fugindo da fome, da falta de remédios e do medo”, afirmou.

A pré-candidata destacou que o impacto da crise não ficou restrito à Venezuela. O Brasil — especialmente os estados do Norte — recebeu milhares de refugiados, o que, segundo ela, torna o tema ainda mais próximo da realidade amazônica. “Ditadura não é um conceito abstrato. Ditadura é fome, é medo e é o silêncio imposto no dia a dia”, declarou.

No tom mais crítico de sua fala, Maria do Carmo traçou um paralelo direto com a política do Amazonas, sobretudo no interior do estado. Para ela, práticas antigas continuam se reproduzindo sob novas roupagens. “A velha política no Amazonas também age como uma ditadura. Centraliza poder, sufoca alternativas, tenta se eternizar e reage com agressividade quando é questionada”, disse, ao citar o que chamou de coronelismo moderno.

A professora avaliou ainda que esse modelo começa a dar sinais de esgotamento. “Nenhum sistema construído à base do controle absoluto resiste quando as pessoas passam a enxergar e questionar”, afirmou. Para Maria do Carmo, o sentimento não é de radicalismo, mas de cansaço acumulado de uma população que se sente ignorada.

Ao concluir, a pré-candidata reforçou o discurso de mudança e fez um alerta político: “Assim como na Venezuela, o povo do Amazonas não quer tutela. Quer voz, respeito e futuro. E quando um povo decide falar, não há poder que consiga calar”.

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